Resposta direta
Cebolas variam na composição e na quantidade de composto irritante que produzem após o corte. Variedade, armazenamento, temperatura e a forma de cortar alteram quanto desse composto chega aos olhos.

A reação começa na faca
A cebola intacta armazena ingredientes de reação em partes diferentes das células. O corte põe esses ingredientes em contato. Entre os produtos formados está o syn-propanethial-S-oxide, conhecido como fator lacrimogêneo. Ele se dispersa pelo ar e, ao atingir os olhos, provoca a resposta de lacrimejamento.
O mecanismo é uma defesa química da planta contra danos. Não é o “cheiro forte” por si só que cria a lágrima, embora cheiro e irritação costumem aparecer juntos na experiência de quem cozinha.
O que muda o desconforto?
Uma faca afiada tende a esmagar menos tecido do que uma sem fio, o que pode diminuir a liberação de compostos. Ventilação que afaste o vapor do rosto também ajuda. Resfriar a cebola antes de cortar pode reduzir a velocidade de liberação, embora a intensidade varie com a variedade e o estado do alimento.
Métodos que aproximam chama, água ou acessórios improvisados dos olhos têm benefício incerto e podem atrapalhar o preparo. A melhor combinação prática é superfície estável, faca adequada, boa ventilação e evitar tocar os olhos com as mãos usadas no corte.
Por que uma cebola incomoda mais que outra?
Cultivar, armazenamento, idade e modo de corte mudam o resultado. Se duas cebolas provocam reações diferentes, isso não contradiz a explicação: a quantidade de composto liberada não é constante.
Compare o alimento e também o caminho até os olhos
Duas pessoas podem cortar a mesma cebola e sentir irritação diferente. Distância do rosto, ventilação e posição em relação à corrente de ar alteram a exposição. Assim, “esta cebola fez chorar mais” pode descrever tanto uma diferença do alimento quanto uma diferença de preparo. Para comparar variedades, essas condições precisam ficar semelhantes.
Uma experiência doméstica útil é observar sem aproximar os olhos: anote variedade, temperatura do alimento, ventilação e ferramenta usada. Não dá para medir a química apenas contando lágrimas, porque a sensibilidade individual também participa. A explicação ajuda a escolher condições confortáveis de corte; não permite inferir qualidade, frescor ou segurança do alimento pela irritação.