"Abrindo..."

                    Apesar de já ser aplicada há vários anos a IIFYM (If it fit your macros), como é conhecida nos Estados Unidos, vem ganhando espaço na rotina dos brasileiros, e que, por falta de informação, não está gerando resultados satisfatórios aos seus usuários, os quais, na maioria das vezes, buscam uma forma milagrosa para o emagrecimento.

                    Preliminarmente, convém informar o que são macronutrientes. Os macros, como são popularmente conhecidos, são os principais nutrientes que compõem uma dieta, quais sejam: a proteína que é o suporte para a construção de fibras musculares, a gordura que é fonte de energia e veículo condutor de outros nutrientes como as vitaminas, e por último os carboidratos que são a principal fonte de energia corporal.

                    Dessa forma, a dieta flexível consiste em alcançar as metas dos seus macros durante o dia através da ingestão de alimentos variados sem a necessidade de seguir um cardápio restrito. Isto é, uma pessoa que possa ingerir 400 gramas de carboidratos por dia poderá escolher “livremente” quais as fontes que poderão ser consumidas (batatas, pães, massas, etc.) até que se alcance o limite de 400 gramas diárias; o mesmo raciocínio se aplica às proteínas e às gorduras.

                    Entretanto, atenção, é aí que ocorrem os principais erros que geram frustrações às pessoas. Na ingestão, deve haver ponderação na liberdade de escolha de seus macronutrintes, tendo em vista seu valor nutricional. Mas como assim?. Por exemplo ao ingerir 50 gramas de batata inglesa seu corpo estará absorvendo 43 kcal, sendo 10 gramas de carboidratos e 2,5 gramas de sódio e que, em comparação, ao ingerir 50 gramas de chocolate (50% cacau) o seu corpo estará absorvendo 282 kcal, sendo 30 gramas de carboidratos e 15 gramas de gorduras (as quais são 50% de gorduras saturadas). Observe-se, assim, a enorme diferença calórica entre as duas fontes de carboidratos as quais no final do seu dia serão cruciais para o alcance de seu objetivo final.

                    Portanto como visto acima, a dieta flexível é eficiente quando usada com inteligência. Controlar os macros não é ter liberdade para comer o que bem entender dentro do limite, mas variar os alimentos de alto valor nutricional dentro do limite estabelecido. Deste modo, desmitifica-se cada vez mais que na dieta flexível pode se comer de tudo um pouco, quando na verdade o que é recomendado é ingerir ao menos 80% de alimentos de alto valor nutricional e 20% ou menos de alimentos de baixo valor biológico (carboidratos vazios como são conhecidos).